quarta-feira, 11 de junho de 2008

Santiago Calatrava

Nascido em Valença na Espanha, Santiago Calatrava estudou arquitetura, urbanismo e engenharia.

De toda sua obra que inclui escritórios, bibliotecas, escolas, estúdio de televisão, teatros, armazéns e ampliação de estádios, as pontes são as que mais me chamam a atenção .

Para ele uma ponte é um ponto de referência importante em uma cidade, e pode ser usado para complementar a paisagem.

Inspirado pela natureza transforma formas orgânicas em obras arquitetônicas através de técnicas arrojadas, que usam materiais tais como o aço e o vidro.

Calatrava enfrenta desafios complexos com soluções que exprimem, simplicidade e elegância.










Adriana Torres

terça-feira, 10 de junho de 2008

Negociando com os Gringos

Ultimamente tenho me interessado pelo desempenho de nossos representantes, principalmente no que diz respeito a defesa dos interesses brasileiros no comercio internacional. Quanto mais eu leio sobre esse assunto, mais aumenta minha impressão de que nossos negociadores precisam de uma estrégia mais acertiva.

Segundo o Itamaraty, as taxas de importação aplicadas pelos Estados Unidos ao etanol brasileiro variam entre 1,9% e 2,5% e além disso, há uma sobretaxa de U$0,14 por litro importado. Tal taxação inviabiliza a exportação de etanol brasileiro para o país.

A nova lei agrícola americana é prova de que se pretende manter a política que favorece os produtores locais através de subsídios e barreiras tarifárias. Em contrapartida, os americanos querem que as tarifas de importação sejam zero para produtos fabricados por eles, que produzam efeitos positivos ao meio ambiente, como equipamentos para energia solar, eólica, etc...

Em uma reportagem do Jornal Estadão, o Itamaraty informava que enquanto os 20 principais produtos da pauta de exportação brasileira aos Estados Unidos são taxados em 23%, os 20 produtos americanos mais importantes, importados por nós, são taxados em apenas 11%.

Isso é preocupante. Os Estados Unidos promoveram abeturas importantes a outros países nos últimos anos, o Chile é um exemplo disso, o que indica que é possível conseguir uma abertura comercial maior, com estatégias de negociação bem direcionadas.

Adriana Torres

quarta-feira, 4 de junho de 2008

É errando que se aprende.

Em 2005, a OMC (Organização Mundial de Comércio) julgou o Brasil vitorioso na disputa do algodão com os Estados Unidos e, com isso, o país já havia ganhado o direito de retaliação legal e financeira em US$ 4 bilhões . No entanto, preferiu não aplicá- la com a esperança de que os Estados Unidos fossem mais flexíveis nas negociações sobre políticas de subsídios agrícolas durante a Rodada de Doha.

Que ingenuidade, a Rodada de Doha foi pouco eficaz para resolver tais questões e nenhum avanço foi obtido nas negocições.

Mas o que é justo é justo, e mais uma vez obtivemos vitória na questão do algodão. Temos novamente o direito de pedir retaliação aos americanos, entretanto, até agora não vi sinais de que o governo brasileiro o fará.

Não sou a favor de cotemporizar com os Estados Unidos denovo. Essa é uma questão comercial que já foi julgada ilegal pela OMC. Para que trocar o certo pelo incerto e deixar para Rodada de Doha novamente? Será que não aprenderam com o erro anterior?

É com pequenas vitórias que se alcança o respeito. Talvez com a retaliação, seremos mais respeitados na próxima Rodada de Doha.

Talvez a OMC, e não Doha, seja o mecanismo mais eficaz para avançar nas questões dos subsídios agrícolas.


Adriana Torres

terça-feira, 3 de junho de 2008

Ponto para o Brasil na OMC.

A muito tempo o Brasil acusa os subsídios americanos de reduzirem preços internacionais de produtos agrícolas e de provocarem prejuízos. Com tais subsídios os americanos ganham mercados de forma artificial.
Desde 1999, mais de US$ 12milhões foram dados ao setor agrícola, o que garatiu a competitividade das exportações americanas.
Finalmente, depois de muita luta e dinheiro gasto com advogados internacionais, o Brasil venceu a disputa contra os Estados Unidos e seus subsídios ao algodão na OMC (Organização Mundial de Comércio).
Agora o Brasil tem direito a retaliação legal contra Washington, basta saber o que o Itamaraty fará com a conquista.

Adriana Torres

terça-feira, 27 de maio de 2008

Geração paralisada

Gostei muito do blog GeneraciónY criado por Yoani Sánchez Cordero de 32 anos.
Yoani escreve há um ano sobre a vida cotidiana em Cuba o que permite entender de maneira transparente o que se passa dentro da ilha.
Em uma entrevista a revista Veja, a autora disse que sente falta de um ambiente político neutro em que se possa participar das decisões que afetam a vida de todos em Cuba.
Ela também se diz preocupada com a apatia política de sua geração, que sempre espera ordens de cima, soluções do governo ou então está fazendo planos de ir embora.
Me identifiquei com ela bem neste ponto, aqui no Brasil a minha geração também sofre dessa tal paralisia, com o agravante de que aqui não estamos sob um governo paternalista declarado.
Tomamos pouco cuidado com o que nos pertence. Para que o Brasil seja dos brasileiros não se pode delegar cegamente ao governo e a solução está na maior participação de todos.

Adriana Torres

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Sobre a reforma constitucional na Venezuela.

Lula Lelé na defesa do tirano empanturrado

Concordo com Arnaldo Jabor, Hugo Chavez é mesmo um tirano fratulento, empanturrando de dólares do petróleo. O destino desses dólares, certamente é a compra de armas para suportar sua loucura expansionista.

Estudantes e empresários terão que trabalhar arduamente para conseguir expressar suas opiniões e fazer valer seus direitos contra a classe de corruptos prestes a decretar poder perpétuo.

Recentemente Hugo ameaçou confiscar tudo de um grupo de empresários que se opunha a reforma constitucional. (Vejam algumas imagens dos protetos por eles organizados contra a reforma constitucional.http://www.youtube.com/watch?v=HcjmVH1s9fY&feature=related)

Chaves merece muitos " cala boca" como o que recebeu do Rei Juan Carlos, da Espanha. No entanto nosso presidente Lula vive engolindo sapos de seu companheiro.

Acredito que os princípios básico da democracia como, liberdade de ir e vir, liberdade de impresa, etc..., devam ser respeitados acima de tudo, até mesmo acima da soberania das nações, pois a liberdade é um direito de todo ser humano.

O Lula comparou o Chaves com a Margath Thacher! Patético, o que está em pauta não é o direito do exercício de poder, mas sim a defesa dos princípios democráticos.

Assistam o video de sua entrevista:http://www.youtube.com/watch?v=ydn0IVCPhAc

Ignorância custa caro, muito cuidado é pouco.

Adriana A. M. Torres