sábado, 22 de maio de 2010

Reservado para poucos.

Segundo o Jornal Folha de São Paulo, a Polícia Federal descobriu um esquema de extração de madeira em reservas ambientais do Estado do Mato Grosso.

Segundo a Polícia Federal o esquema funcionava da seguinte maneira:
1- Madeireiras extraíam ilegalmente de terras públicas, indígenas, assentamentos e unidades de conservação.
2- A Secretaria Estadual do Meio Ambiente produzia licenças falsas possibilitando a comercialização da madeira.

Segundo o jornal, 91 mandados de prisão foram expedidos um deles foi para o ex secretário do meio ambiente do Estado.

O prejuízo ambiental estimado é de R$900 milhões.

A administração pública mais uma vez deixou a desejar e provou-se incapaz de zelar pelo que é de todos em benefício de poucos.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Para chegar ao sim.

Após uma enfadonha semana na capital paulista elaborando relatórios financeiros, finalmente chega à hora do merecido descanso e com o privilégio de desfrutar de uma das mais belas paisagens do litoral de São Paulo. Ufa, que lindo é estar na pequena praia Vermelha do Sul.

Aqui deitada na areia fofa ao som das ondas do mar e rodeada pela mata que envolve a pequena praia, comecei a ler um estudo muito interessante sobre negociações.

O estudo desenvolvido em Havard por Roger Fisher, Willian Ury e Bruce Pattons virou livro e tem o título “Como Chegar ao Sim” e trás conceitos capazes de facilitar qualquer tipo de negociação, desde questões conjugais até disputas entre países.

Entre os conceitos apresentados destaco o da Percepção, que segundo os autores consiste no ato de entender o lado do outro sobre a questão, a fim de facilitar a definição de um acordo comum, ao invés de ficar martelando o seu lado insistentemente e vencer o outro pelo cansaço.

Para eles o conflito não está no objeto ou agente da discussão e sim na mente das pessoas envolvidas.

Para entender melhor vamos supor que em um acidente entre um ou mais automóveis constate-se que a causa foi o estouro de um pneu ou a passagem repentina de um animal em pista de alta velocidade.

Esse fato não ajuda muito na decisão de quem deve pagar pelos prejuízos. Entender o que cada envolvido pensa e suas necessidades a respeito do problema facilitam uma solução e um acordo.

Recomendo a leitura, afinal nunca é demais melhorar habilidades em negociar e solucionar conflitos.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Voltando a pensar

Pensei pouco nos últimos meses como resultado da estratégia adotada de dedicação ao trabalho.
O resultado não foi satisfatório e mais uma vez a frase de Goya provou-se verdadeira. "A ausência da razão produz monstros".

Então, vou me redimir rapidamente e voltar a pensar e compartilhar idéias.

Já estava com saudades de botar a cabeça para funcionar.

Saudações,

Adriana

terça-feira, 14 de julho de 2009

CNA prepara estudo sobre desmatamento no País para criação bovina

CNA prepara estudo sobre desmatamento no País para criação bovina


Brasília/DF

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e outras instituições representativas da pecuária prometem apresentar um estudo dentro de 90 dias com todos os pontos indicados pela organização não-governamental (ONG) Greenpeace a respeito da evolução do desmatamento no País para a criação de gado. A informação foi apresentada, na última sexta-feira (10), pelo presidente do Fórum da Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, que participou da Câmara Setorial de Carne Bovina, instalada no Ministério da Agricultura, em Brasília.

Nogueira ressaltou que não seria um contraponto oficial às denúncias feitas pela ONG. "Não vamos colocar banquinho para eles subirem", afirmou. "Mas no chutômetro não queremos discutir. Queremos bases técnicas", continuou, acrescentando que os levantamentos apresentados pelo Greenpeace não identificam as fontes de informação.

No caso do material que será apresentado pelos produtores, disse Nogueira, todos os institutos estarão descritos. Entre eles, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e universidades públicas, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Pará (UFPA).


Fonte: Agência CNA

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

TCU barra obras do PAC



Segundo o Jornal Valor Economico, o Tribunal de Contas da União (TCU) fiscalizou 153 obras no Brasil e encontrou irregularidades graves em 48 empreendimentos. Treze dessas obras fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Cinco delas já tinham ordem de paralisação desde 2007. Agora, o TCU ordena suspender mais oito obras do PAC, como a construção do novo terminal de passageiros e do novo pátio de aeronaves no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Das 48 obras com irregularidades graves, as treze do PAC são as mais caras. Elas possuem dotação orçamentária de R$ 1,15 bilhão. Já as outras 35 obras que o TCU está recomendando a retenção de pagamentos até a correção de problemas somam R$ 385 milhões.

Ao todo, o TCU investigou R$ 26,3 bilhões em verbas para obras. Foram realizadas 153 fiscalizações no local dos empreendimentos. O trabalho foi realizado por 200 auditores, entre março e agosto deste ano.

Se as correções indicadas para cada obra forem cumpridas, será possível economizar R$ 3 bilhões. Segundo Cedraz, apenas uma fiscalização no ano passado gerou uma economia de R$ 500 milhões. Trata-se de auditoria realizada na Ferrovia Norte-Sul, no Tocantins. Também em 2007, o TCU concluiu que as correções evitaram R$ 469,3 milhões em gastos na Usina Termonuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro. No Rodoanel, em São Paulo, a economia teria sido de R$ 326 milhões, de acordo com os cálculos do tribunal.

O maior problema, segundo Cedraz, está nas rodovias. Das 48 obras com pedido de paralisação, 20 estão em empreendimentos em estradas brasileiras. Há oito obras hídricas e quatro em aeroportos. O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) aparece em primeiro na lista dos órgãos públicos que devem reavaliar empreendimentos.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Tiro no Pé



Estava lendo uma reportagem da Carolina Bahia do Canal Rural e me assustei ao descobrir que, os assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) lideram a lista dos 100 maiores desmatadores da Amazônia.

Os assentamentos de reforma agrária ocuparam as seis primeiras posições do ranking -conforme tamanho da área derrubada - todos no Estado de Mato Grosso.

Pelos dados do ministro Minc, os assentamentos do Incra foram responsáveis por mais de 220 mil hectares de devastação da Amazônia, área equivalente a 220 mil campos de futebol.

Quem será processado pelo ministro? O Incra? As famílias assentadas?

Adriana Torres